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Brinquedo de furar moletom
2018

As histórias do colonialismo na América Latina e seus reflexos traumáticos na contemporaneidade são um dos núcleos de interesse de Jaime Lauriano. Nascido e baseado na cidade de São Paulo, o artista tem desenvolvido diferentes trabalhos em que seu olhar crítico se volta para as narrativas da violência no Brasil, em especial no que diz respeito à população negra em um arco temporal que vai do tráfico negreiro à resistência atual das comunidades quilombolas.



Ao sul do futuro
2018

Em 1941, o escritor austríaco Stefan Zweig publicou o livro “Brasil, país do futuro”. O texto reflete o encantamento com os trópicos durante seu período de exílio devido à Segunda Guerra Mundial. Alguns anos antes da publicação do livro, em 1935, a família Danziger chegava ao Rio de Janeiro também em refúgio devido ao antissemitismo nazista. Uma década antes, em 1923, o artista Lasar Segall fixa residência em São Paulo.


Senhor dos caminhos
2018

A pesquisa de Ayrson Heráclito no campo das artes visuais se desenvolve há mais de três décadas. Baseado em Salvador, na Bahia, não é exagero dizer que o artista é um dos pioneiros na investigação das relações entre as culturas afro-brasileiras e a criação de imagens na contemporaneidade. 



O corte e os recortes
2018

As relações entre a fotografia e a paisagem parecem ser um dos interesses centrais da pesquisa de Julia Kater. Quando observamos seus trabalhos realizados desde 2011, a linguagem fotográfica aparece de forma insistente com um olhar que registra ambientes abertos nos quais a água é muitas vezes predominante.



Anna Bella & Lygia & Mira & Wanda
2018

Tendo em vista que a arquitetura do mezanino tem seções bem definidas, decidimos ocupar cada uma delas de maneira a sugerir pequenas exposições individuais. Optamos, nesse momento, por prestar uma homenagem a quatro das mais importantes artistas visuais ativas no Brasil entre meados do século XX e a contemporaneidade: Anna Bella Geiger, Lygia Clark, Mira Schendel e Wanda Pimentel. 



Axé Bahia: the power of art in an Afro-Brazilian metropolis
2018

No decorrer de sua história, o espaço inicialmente visto como museu de antropologia e etnografia ampliou o seu escopo curatorial e passou também a abrigar exposições de artistas visuais contemporâneos advindos da América Latina, África, Ásia e Oceania, além de organizar exposições coletivas que friccionam obras com diferentes estatutos e geografias. A referida exposição, portanto, responde a esta história recente do Fowler Museum.



Miradouro
2018

Ao se estudar a pesquisa de mais de três décadas de Suzana Queiroga, talvez a linguagem que pareça mais explorada seja a pintura. Mais do que isso, tenho a impressão de que poderíamos discorrer de maneira extensa sobre a habilidade da artista em estudar as variações cromáticas a partir de sua produção. 



Entre falas
2018

A produção recente de Adriana Aranha parece apontar para dois caminhos – um do qual o público já é conhecedor e outro que, pouco a pouco, vem ganhando espaço em sua pesquisa. O primeiro ao qual me refiro diz respeito ao seu enfoque por gestos banais e reconhecidos pelo espectador devido ao seu caráter utilitário: caminhar por uma calçada, observar o dia-a-dia de um prédio, jogar bingo, rabiscar – estes são alguns dos verbos que compuseram a rotina da artista e que se recodificaram em visualidades.



Versão oficial
2017

A tensão entre presente e o passado é um dos interesses centrais do artista Bruno Faria. Nascido em Recife e vivendo em São Paulo, o seu trabalho cria novas narrativas a partir de documentos, de fatos históricos e da apropriação de objetos. O site specific – ou seja, a produção de obras que respondem a contextos arquitetônicos ou exposições específicas – costuma ser o seu campo de experimentação.



Coleção MAC Niterói: arte contemporânea no Brasil

2017

Comemorando os 21 anos do MAC e a chegada de uma nova direção, a presente exposição reúne obras da coleção do MAC – muitas delas nunca foram expostas antes no museu. O MAC é reconhecido por ter em comodato a coleção Sattamini, mas ao longo de sua história também formou sua própria coleção, constituída por quase 600 obras, a maioria delas doada pelos próprios artistas. Nesse sentido, essa exposição foi pensada a partir de uma pequena intervenção curatorial que, mesmo que crie uma narrativa histórica, pretende mais compartilhar com o público parte significativa dessa importante coleção de arte contemporânea no Brasil.



Antonio Manuel

2017

A exposição de Antonio Manuel na Galeria Cássia Bomeny, no Rio de Janeiro, pode ser vista – inevitavelmente – como uma celebração: tanto de seu aniversário de setenta anos, quanto de seus cerca de cinquenta anos de percurso como artista visual. É indiscutível o seu lugar ímpar na história da arte contemporânea no Brasil e seu caráter experimental desde meados dos anos 1960. Ao se estudar a geração de artistas ativos durante a ditadura militar no país, é essencial olharmos tanto suas pinturas em diálogo com a diagramação de jornais, quanto também sua apropriação de flans de impressão. 



Óleo fita carbono

2017

O título desta exposição de Carla Chaim aponta para os três materiais centrais às obras aqui apresentadas; mais do que isso, escolher essas palavras denota também a relação entre sua pesquisa e a fisicalidade das coisas. Consequentemente, o lugar que o corpo da artista e o corpo do espectador ocupa em relação às imagens é, portanto, essencial.



Repartição

2017

O percurso de Mariana Paraízo no campo das artes visuais é recente e, como ela afirma ironicamente em sua minibiografia, conta com uma passagem por uma incompleta graduação em Letras. É interessante lembrar desse detalhe para termos em mente não apenas o lugar importante que a relação entre imagem e texto desempenha na sua pesquisa, mas para nos lembrarmos de sua atividade também na área das histórias em quadrinhos.



“Toda palavra tem uma gruta dentro de si”
2017

O primeiro trabalho apresentado por Mariana Manhães em uma exposição data de 2004 e se intitula “Memorabilia 1”. Mostrado no Parque Lage, se trata de um vídeo em que um jarro é filmado em preto-e-branco e mostrado numa pequena televisão cuja estrutura eletrônica fica aos olhos do público. O protagonista do vídeo advém de um campo semântico central às investigações da artista: o recanto da domesticidade e o uso de objetos utilitários banais que, sob sua batuta, saem do campo da apropriação à la ready-made e se transformam em personagens animados. E se os nossos cacarecos falassem?



Luiza Baldan
2017

Voltando ao referido texto, a artista pintou sobre uma das paredes frases que giram em torno de sua experiência recente em expedições vivenciais e fotográficas pela Baía de Guanabara, elemento paisagístico essencial para a construção de uma identidade e imagem cariocas. Seu texto, porém, não era informativo e, assim como as ondas, tinha um divagar curvilíneo. “Sabe-se lá de onde vem o fascínio pelo mar”, dizia a primeira frase para, mais à frente, outro trecho como “A maré que baixa e o fedor que sobe” quebrar com qualquer apreensão romântica de um espaço natural que é tomado pela poluição e pelo lixo. 



Resenha de “Viagem pitoresca e história ao Brasil”, de Jean-Baptiste Debret (org. Jacques Leendhardt, 2015)
2017

O presente ano de 2016 é um momento de comemorações e lembrança dentro do campo dos estudos da arte e da imagem durante o século XIX no Brasil. Trata-se da celebração dos duzentos anos da vinda de um grupo de artistas franceses para o Rio de Janeiro, em 1816, então capital do Império Luso-Brasileiro. Essa viagem foi posteriormente batizada de “Missão artística francesa” e se trata da soma de dois desejos: a saída do território francês de artistas um dia associados politicamente a um Napoleão em iminente queda política e, por outro lado, o desejo por parte do imperador português D. João VI de haver uma escola de belas-artes em território brasileiro. 


Responder a tod_s
2017

Esse texto (que, prometo, será curto) nasce depois de um dia inteiro na montagem de “Responder a tod_s” – ou seja, é um texto que é fruto do cansaço. Escrever sobre esse projeto, porém, não faz sentido se é feito de outra maneira. Essa curadoria nasce justamente do contato diário, das tentativas de comunicação, da ausência de certeza sobre _s outr_os e, especialmente, do cansaço e delícia das montagens.



Mayana Redin
2017

Entre os meses de novembro e dezembro foi realizada a primeira individual de Mayana Redin na galeria Silvia Cintra, no Rio de Janeiro. Intitulada “Arquivo escuro”, a exposição chamava a atenção inicialmente devido à ambientação escolhida pela artista: no lugar da iluminação hospitalar comum do cubo branco, ela preferiu transformar o espaço numa caixa escura onde a própria luz de algumas obras geralmente dava o tom de iluminação ao todo. Essa opção remetia ao uso da palavra “escuro” no título da exposição e convidava o corpo do espectador a uma particular experiência física. A artista dividia com o público um arquivo de suas experimentações recentes.



Linhas azuis
2017

Podemos afirmar que a pesquisa de Danielle Fonseca se articula essencialmente na relação entre imagem e texto. Além de ser uma criadora dentro das chamadas “artes visuais”, a artista se caracteriza também pela sua produção como escritora.



Reformar
2016

“Reformar” é uma exposição construída a seis mãos pelos artistas Reginaldo Pereira, Renata Cruz e Renato Leal. Mais do que uma exposição coletiva, poderíamos afirmar que se trata do encontro entre três artistas que se transformaram em bons amigos e que pensaram detalhe a detalhe deste projeto, entre ideias mil e cafés.



Mmakgabo Helen Sebidi - 32a Bienal de São Paulo
2016

A artista sul-africana Mmakgabo Mapula Helen Sebidi desenvolve sua pesquisa nas linguagens do desenho, escultura e pintura desde a década de 1960. Nascida na zona rural da África do Sul, logo jovem trabalha como auxiliar doméstica de diferentes famílias que viviam em Johannesburgo. O fazer artístico era algo presente em sua vida devido à sua avó que era pintora de paredes e trabalhava com cerâmica, tendo ensinado a Sebidi algumas técnicas desde sua infância. 



Ebony G. Patterson - 32a Bienal de São Paulo
2016

A pesquisa de Ebony G. Patterson parte da vivência cotidiana em Kingston, e da observação de expressões da cultura popular. Seja em formas bidimensionais, pintura, desenho e colagem, seja em tridimensionais, como esculturas, instalações e performances, sua obra é pautada por uma ampla utilização de cor, ornamentos e grandes escalas, em gestos que prezam pela contundência da acumulação de elementos. A artista se vale inicialmente da fotografia e daí transpõe as imagens capturadas para a tapeçaria. 



Cecilia Bengolea & Jeremy Deller - 32a Bienal de São Paulo
2016

Cecilia Bengolea é coreógrafa, dançarina e artista performática. Com o intérprete François Chaignaud criou a companhia Vlovajob Pru em 2005. Entre os diversos interesses de sua investigação, chama a atenção o diálogo estabelecido entre uma linguagem institucionalizada como “dança contemporânea” e explorações do corpo oriundas de contextos populares massificados ou de grupos sociais específicos. Para a 32ª Bienal, Bengolea desenvolve com Jeremy Deller – artista com quem colaborou em 2015 – um projeto que parte de diferentes linguagens para pensar de modo crítico e irônico a sociedade contemporânea e suas relações com a economia, as condições de trabalho, os sistemas políticos e as referências à cultura popular.




A vida renasce, sempre
2018

A trajetória de Sonia Gomes como artista visual está centrada na noção de recomeço. Atualmente baseada em São Paulo, a sua obra lida com a experimentação e apropriação de materiais que anteriormente poderiam ser vistos como pouco importantes. Nas suas mãos, porém, eles se transformam na superfície e estrutura de objetos de formas orgânicas que brotam da mesa e paredes de sua casa-ateliê e, posteriormente, ocupam as diferentes arquiteturas de museus e galerias.


Copydesk
2018

Na primeira vez em que estive no ateliê de Eloá Carvalho, em 2014, uma frase me chamou a atenção. Conversando sobre a sua pesquisa com a pintura, questionei se ela se intitulava “pintora”. Sua resposta foi “Eu trabalho também com pintura” – ou seja, a técnica se trata de um de seus interesses dentre outros. Após estar ao seu lado durante o processo que culminou nessa exposição individual, sua afirmação ecoava em nossas conversas.



Água parada
2018

As palavras que compõem o título da exposição de Vivian Caccuri – “Água parada” – possivelmente ecoarão no público uma das maiores preocupações da saúde pública no Brasil: a dengue. Ao pensarmos nessa doença tropical, é inevitável que uma imagem venha à nossa mente: a temerosa figura do mosquito que a transmite.


 De fuera hacía adentro
2018

Los trabajos recientes de Esvin Alarcón Lam - que tuve el placer de acompañar durante una corta temporada por Guatemala - apuntan a otros deseos en su investigación. Una mirada atenta, sin embargo, percibirá elementos comunes entre eses resultados y sus experiencias anteriores.



Enredos para um corpo

2018

Paulo da Mata e Tales Frey desenvolvem suas pesquisas em parceria há cerca de uma década. Mais do que cocriadores, os dois também são parceiros no campo dos afetos e possuem uma relação em que amor e trabalho se conectam. Desse encontro nasce a Cia. Excessos e essa mistura possibilita a experimentação entre as artes visuais e performativas. 



Laura Aguilar
2018


Uma das mais impactantes era, certamente, a retrospectiva de Laura Aguilar realizada no Vincent Price Art Museum, em East Los Angeles – região extremamente interessante por ser aquela com maior concentração de latinos em Los Angeles. Aguilar também tem ascendência latino-americana; mais precisamente mexicana, o que faz com que sua identidade e sua produção artística muitas vezes seja chamada de “chicana”.  


Anna Maria Maiolino
2018


Ocupando as salas do museu dedicadas às exposições temporárias, a mostra chamava a atenção inicialmente pelo seu título: “Anna Maria Maiolino”. Não se fez necessário, nessa opção tomada pelos curadores Helen Molesworth e Bryan Barcena, dar um subtítulo para tentar circunscrever a produção da artista – algo visto em muitas das outras exposições individuais organizadas para essa mesma temporada de projetos. 


Don’t you (forget about me)
2017


Rafael Alonso possui uma pesquisa de mais de dez anos como artista visual e explora especificamente a pintura e a cor. Nascido e criado em Niterói, seu trabalho dialoga com diferentes tradições do que se convencionou chamar de “pintura abstrata”. Além de experimentar diversas maneiras de abordar a planaridade da pintura e sua relação com o corpo humano – chegando mesmo a obras tridimensionais e à apropriação de objetos utilitários que recebem cores -, o artista também utiliza diferentes recortes e materiais para aplicar faixas de cor que nos últimos anos saltam aos olhos devido ao seu alto contraste. 



Oxalá que dê bom tempo
2017


Esta exposição é uma celebração aos mais de cinquenta anos de percurso da artista visual Regina Vater. Nascida no Rio de Janeiro, ela pôde viver por curtos períodos - devido a prêmios e bolsas – em lugares tão diferentes como São Paulo, Nova Iorque, Paris e a cidade de Austin, capital do estado norte-americano do Texas, onde residiu a partir de 1986. Em 2012, ao lar retornou e, desde então vive na Região dos Lagos.




Eu só vendo a vista
2017


Com esse interesse em mente, convidamos o artista carioca Marcos Chaves para realizar a primeira dessa série de intervenções nesse sinuoso espaço. Com uma carreira de quase três décadas, sua pesquisa como artista visual se dá por mídias tão diferentes como a fotografia, a escultura, o vídeo e a instalação. Constante à sua produção, porém, há o interesse pela relação entre imagem e texto, geralmente através de uma ótica em que o humor é bem-vindo.

Antonio Pichillá
2017


Em viagem recente para a Guatemala, tive o prazer de ver a exposição do artista guatemalteco Antonio Pichillá na recém-aberta Galeria Extra. O espaço de tamanho modesto faz coro a outras galerias da Ciudad de Guatemala dedicados à arte contemporânea – como Proyectos Ultravioleta, The 9.99 e Sol del Río. O desejo de compartilhar com o público a produção de artistas vivos – assim como qualquer iniciativa semelhante em território latino-americano – é certamente bem-vindo.



Randolpho Lamonier

2017

Esta exposição é a primeira vez em que o artista Randolpho Lamonier reúne uma grande quantidade de trabalhos em um único espaço. Em seu percurso institucionalizado por meio de - em sua maioria - exposições coletivas nos últimos cinco anos, chama a atenção a sua constante prática da fotografia; por vezes vemos o registro de diferentes aspectos da metrópole e, em outros momentos, seu olhar se esbarra com outros corpos capturados em aparentes momentos de intimidade.



Gustavo Speridião
2017

“A gente surge da sombra” era o título da exposição individual do artista carioca Gustavo Speridião aberta entre os meses de maio e junho na Mercedes Viegas Galeria, no Rio de Janeiro. O título da reunião de obras vinha de um dos trabalhos ali expostos: um longo recorte vertical de tela onde a frase, descentralizada, aparecia em vermelho. 



Vera Chaves Barcellos
2017

Em entrevista publicada no catálogo “Imagens em migração”, de 2009, Vera Chaves Barcellos responde a uma série de perguntas feitas pela curadora Glória Ferreira. Entre questões sobre sua trajetória, uma de suas falas parece interessante como introdução: “a gravura e a fotografia tem em comum a possibilidade de se tirar cópias e isso também é um vício quase, se torna um vício quando se faz gravura, de ter aquela possibilidade das cópias. A minha resistência à pintura, por essa ser uma peça única, também tem relação com essa possibilidade de multiplicação”.



Falso histórico
2017

O conceito que dá título à exposição do duo Lecuona y Hernandéz perpassa a sua trajetória de mais de vinte anos como criadores a quatro mãos. Baseados em Tenerife, nas Ilhas Canárias, sua pesquisa é mais baseada na criação de imagens dotadas de mistério do que em uma verborragia panfletária. Se inicialmente a dupla realizava pequenas ações performáticas perante o público ou a câmera, nos últimos dez anos seu trabalho se apresenta de forma mais tridimensional e com uma necessidade de dialogar com o espaço arquitetônico que o abriga.



Coros
2017

A exposição "Pintura (diálogo de artistas)" apresenta desde o título os seus parâmetros. Trata-se, em primeiro lugar, de uma reunião de trabalhos relativos a uma mesma linguagem, a pintura. Seus suportes tradicionais - penso aqui na equação clássica da aplicação de tinta diretamente sobre a parede ou sobre tela - são problematizados por alguns dos doze artistas convidados para compor o projeto: Zalinda Cartaxo realiza uma instalação que ocupa uma sala, Hugo Houayek mostra objetos feitos com gesso e Willian Santos contribui com um trabalho entre a pintura e a escultura, dividido entre a parede e o chão.


Suturas
2017

Desde que a exposição de Raquel Nava teve sua montagem finalizada, um elemento me surpreendeu: a presença da cor nas suas composições. Mesmo com suas imagens perante os olhos nos últimos meses, nada se comparou ao efeito de ver estas fotografias impressas em tamanhos diferentes e em diálogo espacial com os objetos apresentados. Saímos do campo da projeção virtual e entramos na esfera do embate entre seus trabalhos e o corpo do espectador.



Alair Gomes
2017

Após passar com importante repercussão pela cidade de São Paulo, a exposição “Alair Gomes: percursos” pousou sobre a cidade-natal do fotógrafo: o Rio de Janeiro. Com curadoria de Eder Chiodetto, a exposição trouxe à Caixa Cultural quase trezentas fotografias realizadas pelo artista em um arco temporal que se estende da década de 1960 ao final de 1980.



Jamaican pulse
2016

Realizada entre os dias 25 de junho e 11 de setembro, a exposição “Jamaican pulse: art and politics from Jamaica and the diaspora” foi realizada no Royal West of England Academy, na cidade de Bristol, na Inglaterra. Conforme os textos compartilhados com o público afirmavam, se tratava da maior exposição já feita em solo inglês a respeito da produção de arte na Jamaica e em uma cidade que concentra o terceiro maior número de jamaicanos no Reino Unido.



My body is a cage
2016

“My body is a cage” retira seu título da música homônima da banda canadense Arcade Fire. Conforme dizem seus versos, “My body is a cage that keeps me / from dancing with the one I love / but my mind holds the key” (“Meu corpo é uma jaula que não me deixa / dançar com o meu amor / mas a chave está na minha mente”), ou seja, se trata de uma música que reflete sobre a inevitável prisão à qual todos os humanos estão condicionados biologicamente: o seu próprio corpo. 



Ursula Biemann & Paulo Tavares - 32a Bienal de São Paulo
2016

“Forest law” [Selva jurídica] (2014) é um projeto da artista suíça Ursula Biemann e do arquiteto brasileiro Paulo Tavares. O trabalho de Biemann se baseia nas relações entre meio ambiente, território e modos de representação. Os resultados de sua imersão em distintos contextos sociopolíticos são apresentados por meio de documentos, livros e vídeos. Desde 1999, a artista realiza projetos que tratam da relação entre corpos individuais e fronteiras geográficas, culturais e de gênero.



Misheck Masamvu - 32a Bienal de São Paulo
2016

Mischeck Masamvu tem sua pesquisa artística baseada nas linguagens do desenho, da escultura e da pintura. Geralmente trabalhando com escalas médias ou grandes, a fisicalidade de suas pinturas a óleo cria um apelo que parece desafiar o corpo do espectador. As imagens de Masamvu podem ser vivenciadas a distância, mas também convidam a uma contemplação detalhada de suas proposições narrativas e formais. 



Ivens Machado

2016

Ivens Machado, artista brasileiro nascido na cidade de Florianópolis, em 1942, faleceu em maio de 2015. Vivendo no Rio de Janeiro desde 1964, começou a expor com regularidade e ganhar a atenção da crítica durante a década de 1970. Sem realizar exposições individuais desde 2011 – quando desenvolveu um grande projeto na Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro –, o artista faleceu sem ter o reconhecimento internacional de parceiros geracionais como, por exemplo, Cildo Meireles. Conforme percebido de modo perspicaz pela galerista Marcia Fortes em texto de 2015, ele e o artista estadunidense Chris Burden faleceram na mesma semana e possuíam pesquisas claramente dialógicas. 




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